Coworking http://coworking.blogosfera.uol.com.br Soluções para uma vida cada vez mais complicada. É isso que jovens empresas da tecnologia buscam, mas nem todas conseguem "mudar o mundo" como prometem. Sun, 14 Jul 2019 07:00:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Você compraria comida plantada em shopping? É o que essa startup promove http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/07/14/plantacao-dentro-do-shopping-startup-aposta-em-nova-agricultura-vertical/ http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/07/14/plantacao-dentro-do-shopping-startup-aposta-em-nova-agricultura-vertical/#respond Sun, 14 Jul 2019 07:00:37 +0000 http://coworking.blogosfera.uol.com.br/?p=139

InFarm quer pensa em um novo tipo de fazendas verticais (Foto: Divulgação)

A agricultura vertical lida com a terra de uma maneira diferente daquela que vemos normalmente. Esse tipo de produção de alimentos é ideal para centros urbanos e espaços pequenos, permitindo que o cultivo seja realizado verticalmente, em vez de grandes plantações tradicionais.

Esse conceito já é bem conhecido no Japão, onde há alta demanda da população e falta de espaço para agricultura. A prática é considera como uma tecnologia do futuro, garantindo, assim, uma produção alternativa em locais com clima extremo e com grande demanda por comida.

As técnicas utilizadas podem ser semelhantes às de estufas, aproveitando a luz solar natural, ou baseadas na tecnologia de agricultura em que os fatores ambientais são controlados.

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Pensando nessa forma de produção, a InFarm está desenvolvendo um projeto de agricultura vertical interna capaz de cultivar qualquer alimento, desde vegetais e ervas até frutas. O conceito, como visto anteriormente, não é novo. Entretanto, a estratégia de inseri-lo no mercado sim.

Com o slogan “Nós somos os novos agricultores e a cidade é nossa fazenda”, a InFarm pretende implantar a agricultura vertical em estabelecimentos como mercearias, restaurantes, shoppings e até mesmo em escolas. Dessa forma, os clientes desses lugares podem escolher os produtos naturais que irão consumir. O Metro Group, um dos maiores supermercados atacadistas da Europa, foi o primeiro a receber a nova ideia de produção.

Segundo a empresa, o sistema InFarm é livre de pesticidas químicos e o intuito é priorizar cultivos mais sustentáveis, não focando na produção em massa. As fazendas são gerenciadas por meio de uma plataforma de hardware e software, tornando cada unidade um ecossistema único para criar um ambiente exato para as plantas crescerem.

O sistema é capaz de notificar o usuário quando o produto está pronto para ser colhido, além de coletar e registrar dados de cada fazenda para que especialistas consigam monitorar as safras e/ou solucionar qualquer problema.

A InFarm, criada em 2013 por Erez Galonska, Guy Galonska e Osnat Michaeli, tem hoje cerca de 250 funcionários e sede em Berlim. Recentemente, anunciou que captou US$ 100 milhões para expandir fazendas verticais.

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Busca um bolo caseiro para festa? Essa startup te conecta com confeiteiros http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/07/07/busca-um-bolo-caseiro-para-festa-essa-startup-te-conecta-com-confeiteiros/ http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/07/07/busca-um-bolo-caseiro-para-festa-essa-startup-te-conecta-com-confeiteiros/#respond Sun, 07 Jul 2019 07:00:58 +0000 http://coworking.blogosfera.uol.com.br/?p=99

Segundo dados do IBRE/FGV, o mercado informal movimenta R$ 1 trilhão por ano, correspondente a 16% do PIB do país. Somente a confeitaria soma R$ 25 bilhões, crescendo 3% a cada ano.

Após analisar e estudar o mercado de confeiteiros por mais de um ano, Pedro Santelmo teve a ideia de criar uma plataforma que une esses profissionais aos consumidores. A marketplace Vem de Bolo oferece suporte, por meio da tecnologia, para ajudar doceiros com os negócios.

O intuito de Santelmo é facilitar para ambos os lados. Os boleiros que geralmente têm dificuldade em encontrar novos clientes, sem falar de restrições financeiras, afinal, para ter um desconto maior nos ingredientes, é necessário comprar em grande escala. No entanto, sem demanda o produto estraga.

“Muitas boleiras diziam que podiam produzir mais, porém não tinham comprador, pois novos clientes vinham apenas por indicação dos antigos e da vizinhança”, observa Santelmo.

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Do outro lado, tem o consumidor que tem dificuldade em encontrar bolos caseiros na rua, dependendo assim de dicas de amigos e do doceiro que conhece.

“O boom de casas de bolo dos últimos cinco anos não atende o consumidor que busca um produto caseiro de verdade para celebrar uma ocasião ou um aniversário. Ele encontra um bolo caseiro de fato apenas diretamente de doceiras independentes. Ele quer o produto a seu gosto, com aqueles ingredientes da receita da mãe, da avó ou do avô, que a boleira independente pode fazer”, ressalta Santelmo.

Pensando nisso, a Vem de Bolo, lançada em modo experimental no início de 2019, conta com mais de 20 boleiros e confeiteiros selecionados a dedo. A meta para os próximos meses é dobrar o número de profissionais.

Não é simples fazer parte da plataforma. Segundo Santelmo, todos os profissionais passam por certa vistoria. “Não colocamos qualquer profissional na plataforma. Visitamos suas casas, provamos os bolos e doces para verificar sua qualidade e conferimos o armazenamento de insumos. Não colocamos ninguém na plataforma que não siga as boas práticas para manipulação de alimentos”, conta o CEO da Vem de Bolo.

Além disso, é preciso concordar em pagar 12% sobre o valor das vendas para a plataforma. O valor do produto, o tempo de preparo e como será feita a entrega são definidos pelo próprio confeiteiro.

A iniciativa tem apoio da Nestlé e é vista como uma forma de fomentar o empreendedorismo no segmento de atuação dela, segundo José Pereira Júnior, gerente de inovação da companhia.

A parceria permite que os confeiteiros comprem ingredientes com desconto nas lojas da multinacional, além de terem acesso a treinamentos da empresa. “Sabemos que esse apoio vai ajudar a alavancar os negócios, tirando muitas boleiras da informalidade e gerando novos empregos”, explica a Head de Transformação Digital da Nestlé, Carolina Sevciuc. Para os empreendedores da Vem de Bolo, a Nestlé também oferece mentorias.

O atendimento, que até então abrangia somente a região sul de São Paulo, começou a se expandir lentamente para toda a capital.

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Solução pós-morte: Startup cria alternativa sustentável aos cemitérios http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/06/30/solucao-pos-morte-startup-cria-alternativa-sustentavel-aos-cemiterios/ http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/06/30/solucao-pos-morte-startup-cria-alternativa-sustentavel-aos-cemiterios/#respond Sun, 30 Jun 2019 07:00:42 +0000 http://coworking.blogosfera.uol.com.br/?p=87

Um dos maiores problemas enfrentados hoje pela humanidade é a preservação e proteção do meio ambiente. Muitos ativistas vêm buscando cada vez mais maneiras de ajudar o nosso planeta, enquanto empreendedores vêem essas demandas como oportunidades.

A startup Better Place Forests criou uma solução interessante, ousada e que muda a visão da sociedade sobre a vida após a morte: escolher uma árvore em vez de uma lápide. A empresa quer substituir os cemitérios por florestas para ajudar aquelas que estão em perigo.

Sandy Gibson, CEO da startup americana, explica que “cemitérios são realmente caros e realmente terríveis, e basicamente eu sabia que tinha que haver algo melhor”. Em um vídeo promocional em seu site, Sandy menciona que existem mais de um milhão de acres de cemitérios na América, espaços esses que poderiam ser usados para proteger a natureza ao invés de colocar lápides.

Um dos objetivos da fundadora é “criar um lugar que pudesse ser tão bonito quanto as memórias das pessoas que você ama”. A Better Place já possui duas florestas em sua lista: Santa Cruz e Point Arena, ambas na Califórnia, e pretende expandir cada vez mais.

Mas como funciona? É simples, em vez de comprar uma lápide em um cemitério, a pessoa pode escolher uma árvore em alguma dessas florestas para depositar as cinzas do amado, tornando-a assim, uma árvore memorial permanentemente protegida.

O pacote Better Place Forests inclui uma árvore particular – que pode ser usada para toda a família, não apenas para uma pessoa -, um memorial em bronze brasonado com o nome da família, um centro de visitantes e a promessa de plantar de 25 a 400 novas árvores na Califórnia com base na árvore que você selecionar para o memorial. Os valores começam em US$ 3.000 para árvores jovens ou espécies menos desejadas, e acima de US$ 30.000 para uma sequoia antiga. Para quem não se importa em passar a eternidade com estranhos, o valor inicial é de US$ 970.

Entretanto, existe um certo risco em usar um cemitério na floresta. Quando a árvore morrer, a startup diz que plantará outra no lugar. Porém, uma sequoia, por exemplo, pode viver 700 anos e muitas empresas iniciantes no Vale do Silício acabam falhando. Portanto, é preciso ter muita confiança que empresa ainda existirá quando isso acontecer.

A Better Place Forests, com escritório em São Francisco e cerca de 45 funcionários, arrecadou US$ 12 milhões em financiamento de capital de risco – pelo visto a turma do Vale do Silício curtiu essa solução inusitada para lidar com a morte.

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Brasileira cria “Airbnb” só para mulheres que já conta com 136 anfitriãs http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/06/23/brasileira-cria-airbnb-so-para-mulheres-que-ja-conta-com-136-anfitrias/ http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/06/23/brasileira-cria-airbnb-so-para-mulheres-que-ja-conta-com-136-anfitrias/#respond Sun, 23 Jun 2019 07:00:54 +0000 http://coworking.blogosfera.uol.com.br/?p=75

SisterWave quer que mulheres se sintam seguras ao escolherem a hospedagem da próxima viagem (Foto: Divulgação)

Por Priscila Carvalho
Do UOL, em São Paulo

Viajar sozinha nunca foi um problema para a empresária Jussara Pellicano, 31. Muito pelo contrário: são 18 estados brasileiros e 17 países na lista. Para suas viagens, ela precisava programar suas acomodações e, ao longo desses anos, já experimentou desde hostel até aluguel de casas e quarto.

E foi justamente trocando experiências com outras mulheres que Jussara percebeu que a insegurança, o medo de assédio e a violência faziam parte da rotina delas na hora de escolher uma hospedagem durante as viagens.

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Pensando nisso, ela e mais dois sócios resolveram criar a startup SisterWave, que oferece hospedagem colaborativa e apoio mútuo ao público feminino. “É uma rede feita para mulheres, baseadas em suas demandas específicas e que se aprofunda sobre a perspectiva feminina ao viajar, buscando sanar os medos e oferecer inspiração e acolhimento”, diz Pellicano.

Na plataforma, as viajantes podem buscar por anfitriãs de diversas cidades e estados do Brasil para trocar experiências que vão desde conversas até dicas de roteiros incomuns que só a moradora conhece.

Jussara Pellicano pensou na plataforma a partir de suas experiências em viagens (Foto: Divulgação)

Como ser anfitriã?

A mulher deve se cadastrar primeiramente na plataforma como uma “sister” padrão e depois pedir para ser anfitriã. Após o primeiro cadastro, ela responde a perguntas como se tem bichos em casa, se há homem na residência, crianças e se o local tem acessibilidade. Os próximos passos são compartilhar fotos do imóvel e definir um preço com base na localização e espaço da residência. No processo de escolha, ela pode disponibilizar um sofá cama, quarto privativo e até suíte.

O diferencial da plataforma é que a dona do local sempre deve estar na casa, justamente para haver a troca de experiências e apoio às mulheres. Se a anfitriã mora com o marido, por exemplo, isso deve estar sinalizado em seu perfil e para deixar a viajante avisada.

Como funciona para a viajante

  1. Escolha o local que deseja viajar;
  2. Defina a anfitriã e espaço que você teve mais afinidade e se sentiu bem;
  3. Pague online;
  4. Relaxe e vá viajar.

Onde encontrar

O SisterWave já está presente em mais de 61 cidades (nas cinco regiões do Brasil) e conta com mais de 136 anfitriãs e 1200 pessoas cadastradas e verificadas. Em breve, será expandido para outros países.

Para se hospedar, basta fazer um cadastro no aplicativo ou site, com informações de RG, CPF e foto de perfil. A plataforma pode ser acessada por meio de computadores e no aplicativo para celulares Android.

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Startup usa IA para cruzar dados e agilizar projetos arquitetônicos http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/06/22/startup-usa-ia-para-cruzar-dados-e-agilizar-projetos-arquitetonicos/ http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/06/22/startup-usa-ia-para-cruzar-dados-e-agilizar-projetos-arquitetonicos/#respond Sat, 22 Jun 2019 16:14:06 +0000 http://coworking.blogosfera.uol.com.br/?p=113 A startup Spacemaker, com sede em Oslo (Noruega), captou nesta semana US$ 25 milhões para desenvolver seu software e conquistar novos mercados. A empresa, que parte da premissa de que o setor de construção é dominado por reuniões e não por software, usa inteligência artificial para tentar reduzir o tempo gasto por arquitetos e incorporadoras para criar novos designs.

“A construção é um dos setores menos digitalizados, juntamente com a agricultura e a caça”, disse Havard Haukeland, cofundador e presidente da Spacemaker, à Bloomberg.

O software permite que arquitetos e incorporadoras avaliem vários parâmetros, como a quantidade de raios solares que um edifício deve receber, o mínimo ruído de tráfego permitido e o número de cômodos que poderiam caber dentro de um terreno. Com as informações, fornece layouts de desenvolvimento possíveis, dependendo de como as entradas são ponderadas.

Em vez de o arquiteto ter que gastar seu tempo consultando especialistas em som e layout, a Spacemaker usará dados disponíveis publicamente, como congestionamento, para mostrar possíveis esquemas de design em questão de horas.

Como quase todas as startups de inteligência artificial, o software da empresa é tão bom quanto os dados de entrada, mas, nos países nórdicos, grandes volumes de informação estão disponíveis publicamente.

Haukeland, um ex-arquiteto, disse que parte do capital levantado será usado para obter conjuntos de dados apropriados à medida que a empresa se expande para novos mercados.

O número de startups do mercado imobiliário que usa inteligência artificial tem aumentado. A empresa holandesa GeoPhy, financiada pela Index Ventures, compara imagens de satélite, dados de vendas e registros de propriedades com índices de criminalidade, espaços verdes e a densidade de cafés independentes nas proximidades, para determinar os valores dos imóveis.

A Spacemaker, cujos clientes incluem incorporadoras como Skanska e AF Gruppen, emprega 100 pessoas, predominantemente em Oslo, Boston e Nova York. A rodada foi liderada pela empresa de capital de risco Atomico, com participação da Northzone. As incorporadoras NREP, da Dinamarca, e OBOS, da Noruega, e o fundo de tecnologia imobiliário britânico Round Hill Ventures também investiram. (Com Bloomberg)

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Como esta empresa ensina grandes corporações a achar soluções de startups http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/06/16/como-esta-empresa-ensina-grandes-corporacoes-a-achar-solucoes-de-startups/ http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/06/16/como-esta-empresa-ensina-grandes-corporacoes-a-achar-solucoes-de-startups/#respond Sun, 16 Jun 2019 07:00:14 +0000 http://coworking.blogosfera.uol.com.br/?p=29 De um lado estão as grandes corporações que são líderes em seus ramos, com receita e lucros crescentes ano a ano. Porém, quando surge um problema, precisam de maneiras mais inovadoras e tecnológicas para resolvê-los – e fazer isso é difícil para empresas engessadas pelo tamanho. Esse vazio é a oportunidade para o surgimento de startups.

O mundo tem mudado. Com o rápido avanço da tecnologia, empresas sofrem para acompanhar o ritmo da modernidade e acabam tendo problemas e desafios para providenciar melhores serviços e produtos. Enquanto isso, essas soluções podem pintar nas ideias descompromissadas que surgem nas startups, mas elas nem sempre entregam toda a inovação prometida, o que pode ser péssimo péssimo para uma grande empresa que apostou nelas.

Foi pensando nesse cenário que Andrew Humphries, juntamente com Tom Salmon e Alex Dunsdon, criaram a The Bakery. Com sede em Londres, a companhia de Humphries, Salmon e Dunson tenta fazer uma ponte entre empresa grande e startup. Primeiro, trabalham com a corporação para descobrir os problemas que eles querem resolvidos e ter certeza de que estão dispostos a gastar dinheiro para ter resultados que farão a diferença.

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A partir daí, procuram ao redor do globo por alguma startup que possa trazer uma solução. “Falamos com 100 ou 200 startups e então achamos as seis ou sete melhores dessa longa lista e as introduzimos à corporação, mas as ensinamos como falar com a corporação e como se apresentar”, explica Humphries.

É o caso da gigante Rolls Royce, que criou barcos autônomos, mas precisava descobrir um jeito de como prever quando equipamentos, como motor ou bombas, iriam falhar. A The Bakery encontrou, então, uma empresa que desenvolveu uma inteligência artificial para identificar os padrões no som e dizer em quanto tempo o equipamento da embarcação irá para de funcionar.

“Foi muito interessante. A startup não sabia nada sobre motores ou barcos e a Rolls Royce não sabia nada sobre IA com o uso de som, então trazer essas duas empresas juntas de uma forma estranha resolveu um grande problema de uma grande empresa”, conta Humphries.

A Rolls Royce não foi a única grande empresa a trabalhar com a The Bakery, que já atendeu BMW, Unilever, Barclays e Walls. Os projetos vão desde mobile banking até serviço de entrega de sorvete.

Se você quer um conselho para saber como ser uma dessas startups relevantes, Andrew Humphries tem uma sugestão.

“Ache um problema existente e o resolva. Tenha certeza de que é um grande problema – ninguém precisa de outro patinete ou uma empresa de táxi. Nós precisamos resolver o aquecimento global, precisamos resolver o problema com a água, precisamos salvar a floresta tropical”, concluiu.

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Compra de startup de check-up de asma reforça foco da Apple em saúde http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/06/09/com-check-up-de-asma-e-novidades-no-watch-apple-reforca-foco-na-saude/ http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/06/09/com-check-up-de-asma-e-novidades-no-watch-apple-reforca-foco-na-saude/#respond Sun, 09 Jun 2019 07:00:06 +0000 http://coworking.blogosfera.uol.com.br/?p=50 Segundo CNBC, a Apple comprou a Tueo Health, startup californiana com uma ferramenta em desenvolvimento para monitorar sintomas de asma em crianças. A tecnologia, trabalhada junto com sensores respiratórios comerciais, é usada durante os sonos dos pequenos e emite um alerta para os pais e responsáveis caso a respiração mude. É uma nova forma de controlar e reunir informações sobre a doença.

A aquisição não foi anunciada pela Apple, mas duas mudanças de empregos em perfis no LinkedIn indicam que ela ocorreu. Os cofundadores da Tueo Health, Anura Patil e Bronwyn Harris, trocaram seus locais de trabalho na rede social para “Apple” no final de 2018.

Como a Apple sequer confirmou o negócio, não se sabe quanto a startup custou. No entanto, a Tueo Health levantou US$ 1,1 milhão em financiamento em 2017.

A Maçã vem se mostrando interesse cada vez maior em oferecer recursos de saúde avançados por meio de seus produtos. Podemos observar isso no Apple Watch Series 4, lançado recentemente, que traz a função de eletrocardiograma e de detecção de quedas.

Em conferência na WWDC 2019, na última segunda-feira (3), a Apple apresentou mais novidades na área da saúde que chegarão na nova versão do sistema operacional do relógio inteligente. O novo recurso Cycle Tracking, por exemplo, oferece às mulheres um controle do ciclo menstrual. Nele é possível registrar as informações e verificar quando será a próxima janela fértil. O Cycle Tracking estará disponível também no app Saúde no iPhone com o iOS 13.

Além disso, a Apple lançou uma função para a manutenção da saúde auditiva. O Noise mostra os níveis de som em diversos ambientes, como eventos esportivos e shows, que podem afetar negativamente a audição.

Antes da Tueo Health, a Apple já havia realizado duas aquisições de empresas do ramo da saúde. Uma foi em 2016, com a compra da startup Gliimpse,  que havia desenvolvido uma tecnologia para agregar registros médicos. A outra empresa incorporada, esta em 2017, foi a Beddit, fabricantes de sensores de sono. A empresa também tem um kit de desenvolvimento de software chamado HealthKit, que permite a outros apps acessarem dados de monitoramento da saúde dos usuários.

Tim Cook, executivo-chefe da Apple, disse à CNBC que a empresa compra uma nova startup a cada poucas semanas e que acha que a assistência médica será “a maior contribuição da Apple para a humanidade”.

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Cursos em libras e legendados: startup de SC capacita surdos para o mercado http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/06/02/cursos-em-libras-e-legendados-startup-de-sc-capacita-surdos-para-o-mercado/ http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/06/02/cursos-em-libras-e-legendados-startup-de-sc-capacita-surdos-para-o-mercado/#respond Sun, 02 Jun 2019 07:00:03 +0000 http://coworking.blogosfera.uol.com.br/?p=13 A falta de acessibilidade assombra cerca de mais de 9,7 milhões de brasileiros com deficiência auditiva. Um deles é o pai de Fabíola Borba, que para não precisar dizer que não sabia ler para sua futura mulher, quebrou a caneta quando ela, para tentar puxar assunto, entregou a ele um bilhete para ser respondido.

E não é somente ele que não sabe ler. Uma parcela significativa dos deficientes auditivos no Brasil e no mundo não são alfabetizados na língua de seu próprio país, porque a língua que eles aprendem é a de sinais

“A comunidade surda tem uma cultura própria. Algumas pessoas não sabem, mas a língua de sinais não é só uma soletração de palavras. Ela é uma língua completa, como qualquer outra. É uma língua que se usa de espaço visual. É uma língua que se usa de gestos e sinais, mas só gestos e sinais não são suficientes. Expressões corporais e faciais podem mudar facilmente o sentido de uma frase”, explica Fabíola Borba em palestra para TEDxFloripa.

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Fabíola sempre trabalhou com empreendedorismo e dando suporte para negócios, mas tinha vontade de trabalhar com educação. Foi participando do Startup Weekend 2015, em Florianópolis, que Fabíola conheceu uma equipe motivada em trabalhar para melhorar a acessibilidade para surdos. Com esse objetivo em mente, a equipe participou de um evento e desenvolveu a solução favorita dos participantes.

Em palestra para o TEDxFloripa, a empreendedora explicou que os surdos têm quatro opções de aprendizado: livros, curso presencial, família e amigos, cursos online. Entretanto, como vão ler se não são alfabetizados? Como vão participar de um curso presencial se não têm um intérprete para a língua de sinais? O mesmo ocorre com cursos online. Além disso, se pedida a ajuda de família e amigos, pode ser que não recebam todas as informações, ou entendam algo errado, pois familiares e amigos não são preparados para fazer a tradução adequada.

Essas questões levaram Fabíola e equipe a terem a ideia de criar a Signa. A startup de Florianópolis (SC) disponibiliza à comunidade surda cursos online produzidos em libras e legendados, para que a audiência seja melhor preparada para o mercado de trabalho.

A plataforma conta com cursos de diversos temas, desde matemática e português até língua estrangeira (inglês) e aplicativos do Adobe. Além disso, a Signa informa surdos sobre questões práticas que não necessariamente são explicadas na linguagem correta por outras fontes, como dicas de FGTS e cartões de crédito.

“Estamos levando educação e capacitação profissional para um mercado que é esquecido e consequentemente também ajudando às empresas a terem surdos capacitados para suas vagas de trabalho”, conta Fabíola Borba, CEO e cofundadora da Signa.

A startup ainda não atua diretamente fazendo ponte com as empresas para a contratação de deficientes auditivos. Entretanto, segundo Fabíola, será o próximo passo.

A cofundadora acredita que “há sim uma abertura maior para a contratação de surdos e deficientes auditivos, até mesmo uma certa fascinação pelas libras, uma língua ainda pouco conhecida mas muito admirada”.

“Mesmo assim, percebo que as empresas têm uma certa resistência em investir na capacitação real de pessoas da equipe para poder se comunicar de fato em libras. A capacitação ainda está em um nível muito básico. Louvável ter ela pelo menos, é claro, mas precisamos avançar”, afirmou.

Prêmio Next Billion EdTech

O projeto nacional ganhou destaque no Prêmio Next Billion EdTech, realizado no final de março de 2019 em Dubai, nos Emirados Árabes. A startup brasileira conseguiu ser uma das seis finalistas. Este prêmio tem o intuito de conhecer jovens empreendedores com ideias tecnológicas revolucionárias que ajudam a elevar a educação de países de baixa renda e emergentes.

“O Prêmio Next Billion destaca o potencial da tecnologia em resolver problemas que se mostraram difíceis demais para sucessivas gerações de políticos. O poder de mudar os sistemas educacionais em todos os níveis não está mais exclusivamente nas mãos da elite política e empresarial. Os autores da mudança podem ser aqueles que trabalham longe dos holofotes, em startups localizadas em todo o mundo”, explicou Sunny Varkey, fundador do Prêmio Next Billion.

São selecionadas 30 startups do mundo todo para participar de uma fase final que reúne mais de 1.500 representantes para resolver os problemas mais emergentes da educação global. Os três primeiros lugares recebem US$ 25 mil. Além disso, há também o Prêmio Global Teacher, de melhor professor do mundo. Este ganha US$ 1 milhão.

Entre as finalistas de 2019 estavam: Talk2U, OxEd, Whetu, Signa, SimBi, Moi Social Learning, Kuwala, Etudesk, PraxiLabs, Langbot, Seppo, Lesson App, Eneza, Aveti Learning Pvt. Ltd., Utter, Dost, Solve Education, M-Shule, eLimu, Wizenoze Ltd, ScholarX, Sabaq, Silabuz, Zelda, MTabe, Ubongo, Fineazy, TeachPitch, Big Picture Learning/Imblaze, e  Augmented Learning.

Ubongo

A grande vencedora da noite foi a startup tanzaniana Ubongo. O seu projeto é usar de entretenimento para proporcionar aprendizado eficaz para às crianças de baixa renda na África.

Chamada de “Ubongo Kids” a criação está disponível em quatro línguas e ensina ciências e matemática através de desenhos animados para crianças de 9 a 14 anos. A plataforma é disponibilizada em tecnologias acessíveis como os meios de comunicação de massa e os dispositivos móveis.

“Estamos muito felizes por termos ganho o Prêmio Next Billion. Já estamos tendo um impacto nas crianças, mas esse reconhecimento significa que podemos fazer muito mais. Até 2022, planejamos atingir 30 milhões de crianças na África e nossa meta final é atingir 440 milhões – todas as crianças na África”, disse o diretor de negócios da Ubongo, Doreen Kessy. O projeto atinge hoje cerca de 11 milhões de famílias no território africano.

Além do Ubongo, as startups  PraxiLabs, do Egito, e Dost  Education, da Índia, também foram vencedoras do prêmio.

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“Correios” dos EUA já testam caminhões autônomos para entregas http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/05/25/correios-dos-eua-ja-testam-caminhoes-autonomos-para-entregas/ http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/05/25/correios-dos-eua-ja-testam-caminhoes-autonomos-para-entregas/#respond Sat, 25 May 2019 07:00:00 +0000 http://coworking.blogosfera.uol.com.br/?p=26 Hovercraft, aviões de propulsão, paraquedas, moto de neve e trem de mula são alguns dos transportes usados pelo USPS (serviço postal dos EUA) para transportar cerca de 484,8 milhões de correspondências todos os dias, e agora estão testando mais uma maneira: os caminhões autônomos da TuSimple.

A startup de robôs fundada em 2015 e com sede em San Diego (EUA) e Pequim (China) tem parceria com a empresa chinesa de tecnologia Sina e com a fabricante de chips Nvidia. Até o momento ela já levantou US$ 178 milhões e foi avaliada em US$ 1  bilhão.

A TuSimple equipa caminhões da Navistar com a própria tecnologia autônoma da startup que engloba nove câmeras. Além disso, os veículos possuem um par de sensores LIDAR a bordo e conseguem ver 1 metro à frente.

A parceria com o serviço postal norte-americano será testado por duas semanas. Durante esse tempo, serão transportadas correspondências entre Phoenix e Dallas com o intuito de verificar se a nova tecnologia melhora prazos e custos de entrega.

Entretanto, nestes primeiros momentos haverá a bordo um motorista e um engenheiro de segurança para assumir o controle do caminhão caso algo dê errado.

O programa prevê 5 viagens de ida e volta, totalizando mais de 3.380 km – ou cerca de 45 horas de condução -, entre os centros de distribuição dos correios. As empresas não estão divulgando valores.

Quando o veículo puder operar com um motor verdadeiramente sem piloto, será muito mais eficiente. Acreditamos que completamos uma corrida de costa a costa em dois dias, onde hoje são necessários cinco

Chuck Price, diretor de produtos da TuSimple

O USPS gasta mais de US$ 4 bilhões por ano em serviços rodoviários de transporte e esses custos têm aumentado devido à escassez de motoristas. Os caminhões autônomos ajudariam na economia de muitos milhões ao eliminar motoristas humanos, além de poder dirigir 24 horas por dia.

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Coworking estreia no UOL Tecnologia http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/04/25/coworking-estreia-no-uol-tecnologia/ http://coworking.blogosfera.uol.com.br/2019/04/25/coworking-estreia-no-uol-tecnologia/#respond Thu, 25 Apr 2019 20:56:33 +0000 http://coworking.blogosfera.uol.com.br/?p=6 Soluções para uma vida cada vez mais complicada. É isso que jovens empresas da tecnologia buscam, mas nem todas conseguem “mudar o mundo” como prometem. Este espaço do UOL Tecnologia é para contar essas novidades e também alguns fracassos que nos ensinam a seguir e melhorar.

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